
é tudo sobre querer e não poder
sentir e se conter
se despir em olhares
enquanto a boca cala
é tudo sobre ser
esse redemoinho
que sempre volta
pra você.b.

Não seja a gaiola de alguém, seja a chave, pois pássaro preso não canta, lamenta.


todo mundo tem um curta metragem de saudade pra assistir nos pensamentos quando repousa na cama a noite.

Não me deixa ser esta coisa morna, meio termo, água que não derrama, faca que não corta, ferida que não inflama. Tudo em mim é intenso desde o amor ao nada.

É Vênus que aparece ali, não vamos confundir com estrela.
Já confundimos tanto…
O mundo barulha, insistente na negação.
Tipo a morte, mas mais leve se não pararmos o olhar.
É a leveza que deu pra amontoar coisas,
e quando partiu nem aguentou tudo nos braços.
Disse abanando um lenço, que manda alguém pegar o resto.
Temo campainhas.
Nunca levei jeito pra zen.
Yoga me doí o ciático, meditar me dá tonturas,
talvez eu tenha que pagar com juros, saldo negativo, o excesso de amor que consumi, vezes que espalhei litros dele pela casa, e dei festa bundalelê, cheio de rostos escarlates-embriagados, que vomitaram no assoalho, e sequer se despediram ao sair costurando a rua.
Falei que Gal não, ontem ainda…
Eles me tomaram por insensível, veja só, logo eu.
É Vênus sim, mas ela não flerta de volta.Patrycia Waltrick